quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Como ratos na ratoeira


(pessoal, queria postar logo o texto e como não fiz ainda a ilustração, mais tarde vou terminar ela e editar o post)
 
 
A alcatéia herdeira do locus da universidade estava em grandes apuros. Alguém estava transformando seu território em desova de corpos dilacerados por garras e presas e isto estava chamando uma atenção indesejada. Os grandes anciões que viviam na ilha, e que entregaram aquele território pra eles em troca de cuidarem com suas vidas do lugar, já estavam repensando a possibilidade de tomarem de volta se eles não resolvessem essa questão. A situação estava difícil, mas eles tinham uma pista.
 
Um broche no lugar de um crimes levou a alcatéia ao Clube Noturno Tepes, onde se encontravam vários jovens da noite que possuíam o mesmo broche. Era de uma gangue local, a gangue dos Tucanos.
 
A alcatéia era uma estranha e sinistra trupe de Garras de Sangue e Sombras Descarnadas. O Rahu Pedro, um caipira ignorante que sofre de amnésia e não lembra de nada do seu passado. Outro Rahu Ivanovith, um nadador arruinado e bom de briga. O Irraka Ojuara do Mundo, outro caipira bruto que trabalha com mecânica. E a Ithaeur Santa Maria da Boa Morte, uma jovem gótica depressiva e obsessiva pelo oculto.
 
Para completar, a alcatéia tem como patrono um espírito da dor como totem, que aparece em forma de uma criança de 6 anos, mórbida, pálida de cabelos lisos negros com olhos atormentados que se autodenomina Maysa.
 
A pista sobre os Tucanos foi dada por Fredd, um vampiro da cidade e nunca ficou se sabendo o motivo real dele ter dado essa informação. Comprovada a veracidade da pista, os membros da gangue identificou o broche como sendo do desaparecido Josué.
 
No apartamento de Josué, a alcatéia só confirma o que os Tucanos disseram. O roqueiro tinha virado fanático por uma seita religiosa desconhecida. E é nesse apartamento que encontram o endereço de uma capela localizada no centro de Estação.
 
Estação é uma das três cidades que formam a metrópole de Nova Aliança.
 
Na capela estão Josué, algumas pessoas possuídas por espíritos e os ratos da Horda tramando a troca de alguma coisa que a alcatéia não identifica num depósito nas docas do Vale Verde, pois tão logo percebem os invasores, um combate começa. Os possuídos e os Beshilu não são páreos para a alcatéia que derrota todos, mas Josué consegue escapar com vida.
 
Vale Verde é uma das três cidades que formam a metrópole de Nova Aliança.
 
Pedro, Ivanovith, Ojuara e Santa Maria precisam agora verificar as docas, mas são surpreendidos por dois jovens que estavam escondidos no local e agora tentam escapar.
 
Continua...

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Reunião de anciões




- Quantas mortes aconteceram no território que demos a eles? – Olhos de Sangue quis saber. Enquanto os outros anciões discutiam quem poderia ter causado as mortes e o descuido que aquela alcatéia de jovens lobisomens estava tendo com o território tão valioso, o ancião cego, que passou a discussão apenas em silencio ouvindo, finalmente falou.

Apesar de todos na cabana serem tão velhos quanto Olhos de Sangue, quando o cego fez a pergunta, todos se calaram para ouvi-lo.

- Quatro mortes, meu senhor. – Respondeu o líder, Cachimbo da Paz. – Nosso informante confirmou que as mortes foram feitas por garras e presas, o que atraiu a atenção indesejada dos nossos inimigos de Santa Luz.

O cego ficou calado. Mas uma velha falou com sua voz calma e terna:

- Não podemos deixar que os Puros descubram sobre aquele lócus. É um lugar sagrado e herança de nossos guerreiros mais valorosos. Se a gente não interferir, certamente os Puros vão achar o lugar.

- Canções Passadas está certa! – Falou alto e de modo grosseiro um outro velho cheio de cicatrizes pelo corpo e uma especialmente grotesca que atravessava o seu rosto de orelha a orelha passando pelo nariz. – Temos que retirar daqueles fracos filhotes o território e protegermos nós mesmos contra o que virá!

O cego se moveu novamente, mas não falou nada. Assim, Cachimbo da Paz, o líder daquela alcatéia falou:

- Meu guardião Focinho Cortado, precisamos de sua força, e dos outros guardiões, aqui na nossa ilha. Aquela alcatéia de filhotes a quem nós demos o território precisa agora provar seu valor resolvendo eles mesmos esse embate.

Focinho Cortado não ficou nada satisfeito, mas se encolheu diante das palavras de seu líder.

- Então, o que faremos?

Em resposta a pergunta do guardião, Espírito do Vento, o líder espiritual da alcatéia de anciões falou:

- Tragam eles aqui. Deixaremos eles a par de tudo que sabemos e daremos a eles a chance de resolver o problema.

E assim, foi ordenado.
.